Aluisio Mendes (PSC/MA) participa de audiência que debate o índice de suicídio entre policiais

Publicado: quinta-feira , 31 de outubro 2019 10:41

(Foto: Fernando Chaves/PSC Nacional)

Em 2018, 104 policiais se suicidaram. Esse número é maior do que o de policiais mortos em serviço e representa um aumento de 42,5% em relação a 2017. Esses dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019 motivaram a audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara.

O deputado Aluisio Mendes (PSC/MA), policial federal, comentou que o Brasil tem os maiores índices de suicídio de policiais do mundo. “Essa audiência é justamente para chamar a atenção pra esse fato gravíssimo, alguma coisa está muita errada, ou na preparação, ou no apoio, ou na conformação das nossas instituições, que leva a esse elevado número de suicídios”, disse o parlamentar.

Para o Tenente-Coronel Gisleno Gomes, que coordena o Programa de Valorização da Vida, as questões predisponentes ao suicídio são tanto os transtornos mentais (depressão, ansiedade, fobias) quanto um tentativa anterior, antes ou depois de se tornarem policiais.

“Conflitos conjugais e problemas financeiros são dois motivos muito frequentes como fatores precipitantes, são o estopim pra quem já tinham um problema anterior, e o acesso fácil ao meio letal antecipam a forma do policial sanar sua dor. Ele não quer acabar com a vida, mas com a dor”, alertou o tenente-coronel

Ao apresentar uma pesquisa, de 2015, feita com apoio dos psicólogos que trabalham para a Polícia Federal, Flávio Werneck, diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), chamou a atenção para os números: 21% dos policiais com ideação suicida; 58% com desesperança; 83% com alto sentimento de desvalorização pessoal e profissional e todos os resultados apontaram para coação moral e terror dentro da instituição.

Para o deputado Aluisio, durante a audiência com especialistas, ficou claro que um dos grandes problemas é o assédio moral e as condições de trabalho do policial.

“Precisamos melhorar as condições de trabalho desses policiais, garantir o apoio psicológico dentro das instituições, o que já é normal em outros países e aqui fica em segundo plano, além de coibir e punir os casos de assédio moral, atacando esses problemas poderemos reduzir em muito esses números alarmantes de todas as instituições policiais do país”, sugeriu o deputado.

 

 

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